ISBN-13: 9788528615722
ISBN-10: 8528615723
Ano: 2012 / Páginas: 308
Idioma: português
Editora: Bertrand Brasil
Bom, como começar a falar de um livro que te
deixa sem palavras! Doce e ao mesmo tempo tão polemico, Não conte à mamãe é uma
historia emocionante que te arrepia do início ao fim. Uma história de lutas e
conflitos interiores, onde uma criança tem de amadurecer muito cedo para lidar
com os adultos, principalmente com seu pai. Mas também uma história de
vitórias, onde você vai se emocionar junto com a autora e fara repensar o que é
realmente valioso nessa vida.
Tudo começa com Antoniette, com apenas 6 anos
de idade, tendo que enfrentar uma difícil decisão tomada pela mãe que ao pensar
nos próprios caprichos. decide se mudar para a Irlanda, onde o pai trabalha e
vive com seus familiares. Ela é retirada da terra natal e separada da sua avó
materna, de quem era muito afeiçoada.
Ao chegar na terra de seu pai, ela descobre que
terão de morar na numa fazenda do interior da cidade, e é ai onde o pesadelo
começa. Nos dias que se sucederam o pai, fissurado pela criança começa a abusar
dela quando faz a proposta de leva-la
para passear de carro. Antoniette tenta socorro a mãe, que ignora.
Ela
passa a sentir na pele os abusos físicos e psicológicos do pai, que conforme
vai crescendo aumentam. E o medo do ciclo se fechar e descobrirem tudo o que se
foi vivido começa a pressionar a cabeça da pobre Toni que depois de tantas
decepções vividas se torna um adulto fechado e recluso para com outros.
“As
palavras que se seguiram estavam destinadas a se tornarem o refrão dele:
-
Não vá contar para a mamãe, minha menina. Isso é nosso segredo. Se contar, ela
não vai acreditar em você. Ela não vai mais amar você. E eu já sabia que era
verdade”
O que me sensibilizou nesse livro foi a
mensagem deixada: que todos nós podemos vencer! Independente das circunstancias
ou das situações mais vis que a vida nos impõe, tudo é capaz de ser suportado e
fazer do que foi um triste inicio um final feliz com direito a brindar as
voltas por cima. Ao ler as páginas desse livro, eu não senti somente uma
comoção, mas também uma sensação de segurança que só uma heróina desse calibre
pode passar. Que fez das suas tristezas e dores uma inspiração para milhares de
pessoas que já vivenciaram esse tipo de brutalidade.
Isso é tudo, obrigada por lerem, beijos da Bia!

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